Uma das coisas mais difíceis de serem feitas é dizer adeus a alguém que amamos, seja pela morte ou fim de um relacionamento. A pessoa vai embora e ficam as lembranças e a saudade. A dor começa a fazer parte da nossa rotina e nos toma de uma forma tão forte que as simples atividades que realizávamos tornam-se difíceis e penosas. Qualquer objeto, palavra ou música nos lembra a pessoa que se foi. E é nessas situações, que vem aquele nó na garganta e o choro, que por vezes, é inevitável. Em geral, nós não nos conformamos com a perda, pensar sobre a pessoa é constante e ficamos buscando explicações do porquê a perda aconteceu. A questão é que, por mais que esperemos que algo ruim possa acontecer, nós nunca estamos preparados para a perda, principalmente quando se trata de morte. Para lidar com perdas de pessoas, o importante é não se deixar levar pelo sentimento, pela dor,e tentar continuar, pelo menos em parte, com a rotina. Talvez possamos sentir a necessidade de tirar alguns dias para descansar. Mas, tirar alguns
dias para descanso não é a mesma coisa que passar esses dias sem sair da cama. Mesmo que pareça difícil realizar o trabalho, cumprir as obrigações e manter as atividades do dia-a-dia, esses nos ajudam a focar o pensamento em outras coisas que não estejam relacionadas a perda, a não viver o tempo todo na nossa introspecção (...)
dias para descanso não é a mesma coisa que passar esses dias sem sair da cama. Mesmo que pareça difícil realizar o trabalho, cumprir as obrigações e manter as atividades do dia-a-dia, esses nos ajudam a focar o pensamento em outras coisas que não estejam relacionadas a perda, a não viver o tempo todo na nossa introspecção (...)
Por fim, cabe dizer que o tempo de duração do processo do luto é diferente para cada pessoa. Com o passar do tempo, a dor vai amenizando. As recaídas acontecem, mas a tristeza não fica mais tão presente, a vida continua e há outras coisas com as quais possamos nos envolver, outras pessoas com as quais possamos nos relacionar, e outras alegrias no mundo. A felicidade não está em tentar evitar as dores, mas sim em conseguir conviver com elas. Não existe uma vida perfeita que seja feliz o tempo todo e não tenha nenhum tipo de sofrimento. A dor é inevitável, mas deixar que ela nos vença não é saudável.







